Rolezinho Lagoinha
Imagens: Ana Luiza Araujo
Conduzido por moradores de Belo Horizonte, o Rolezinho Lagoinha é um percurso feito a pé pelas ruas do bairro, para conhecer suas histórias e parando para conversar com moradores que são personagens essenciais para quem quer descobrir os tantos lados da Lagoinha.
O passeio foi criado por Nossa Grama Verde, em parceria com o coletivo Viva Lagoinha, e mostra o local sob o ângulo da vivência de seus moradores.
Nesse ensaio fotográfico, trazemos parte desse importante e histórico espaço de BH, tendo com ponto de partida o Rolezinho, atividade que está sendo oferecida também na 13ª edição do Festival de Verão UFMG.
Lagoinha
Localizada a menos de um quilômetro do centro, nos anos 1960 e 70, a Lagoinha vivia à margem da capital com seu comércio agitado, os botequins sempre abertos e cheios, suas pensões, o ribeirão Arrudas, o mercado, farmácias, camelôs, delegacias, o barulho do trem do subúrbio e os cinemas Paisandu e São Geraldo, além da ligação com a atual rodoviária, onde também situavam a Feira de Amostras e a Rádio Inconfidência.
Desde o rompimento do eixo centro-bairro com a construção do complexo ferro-rodoviário na década de 80, a Lagoinha sofre com a falta de investimentos na preservação do seu patrimônio, cultura, esporte, segurança e entretenimento. O resultado desse processo de abandono é a alcunha de ‘cracolândia de Belo Horizonte’.
Para saber mais, acesse a reportagem que traz discussão de dissertação de mestrado sobre a Lagoinha, defendida na UFMG, em 1999.
[Texto de abertura e sobre Lagoinha adaptado do grupo Nossa Grama Verde]
Ficha técnica
- Ana Luiza Araujo, estudante de Jornalismo do UNI-BH, e estagiária em Mídias Sociais da UFMG.
